
"Na trama, Lourenço (Selton Mello), um comprador de objetos usados, vive enfurnado em um galpão, protegido dos fracassados do mundo por uma secretária (Martha Meola) e um segurança (o próprio Mutarelli, divertidíssimo e envelopado em um estiloso terno vinho).
Os dois cuidam de filtrar os desesperados que podem entrar na sala do chefe e oferecer seus tesouros e tralhas a ele.
Lourenço começa o filme quase normal.
É noivo, come estrogonofe com batatinha ao lado da futura esposa, dirige uma Veraneio e leva a vida de forma comum.
Porém, conforme sobe o cheiro desagradável que vem do ralo do banheiro de seu caótico escritório, cresce também a sensação de poder dele, de domínio sobre aqueles desgraçados que ele "coisifica", catalogando-os em função de seus objetos.
Começam também as obsessões... um olho de vidro, uma bunda continental... na mente de Lourenço, tudo está conectado.
Dhalia leva com competência a obra marginal de Mutarelli às telas, enriquecendo a narrativa com pequenas pistas visuais sobre a questionável personalidade do personagem.
Direção de arte, fotografia, figurino, tudo espelha o universo do comprador de velharias, que dá vida ao ambiente disparando engraçadíssimas frases de efeito com a mesma facilidade que respira e se afunda no ar fedido do banheirinho.
Mas nem todo o talento cinematográfico do planeta teria êxito em levar à tela essa história, que depende quase que exclusivamente do personagem principal, se não houvesse um protagonista perfeito liderando o elenco.
Selton Mello abraça a cria de Mutarelli e a arranca das páginas do livro com cínica perfeição.
A voz rouca do ator e sua atitude blasé dão ao anti-herói trash sua carne e osso, mas é a genial desconfiança de Mutarelli sobre a sociedade a responsável pela sua alma deliciosamente perturbada."
Calma amigo! Essas lindas palavras não foram escritas por mim, mas por algum jornalista aspirante a crítico de cinema formado na UNIP que no mínimo deu o bumbum pro Seltondanton Melo.
Sem mais delongas:
Esse filme começa chato.
Se prolonga chato.
O Seltondanton Melo está atuando chato.
O diretor faz umas paradinhas chatas.
Mas depois essa chatice toda se demonstra necessária até quase 1/3 do filme onde UMA FRASESINHA MEUS AMIGOS, numa tacada de mestre rompe o filme em sua chatice e o torna, na minha humilde opinião de hollywood criticzer (????) - CRITICO DE ROLIUUDI - um dos melhores filmes brasileiros da nossa pobre história cinematográficazinha.
Daí, o filme começa a ficar legal.
Se prolonga legal.
O Seltondanton Melo atua legal.
Mas o diretor continua fazendo umas paradinhas que...tá tudo bem, vamos dar um crédito pro coitado.
Afinal, ele escolheu pro papel da mocinha garçonete uma guria gostosa demais.
Paula Brown, que vive a garçonete, diz ter amado participar de obra cinematográfica tão grande perfeita redonda magnífica.
Num sei, sósei qui foi anssiiiiim
Esse post é dedicado ao Igor.
Uma vez uma pessoa muito inteligente (que não foi meu alterego) me disse que melhor do que um momento lindo de alegria pra unir duas pessoas pra sempre, é um grotesco momento de desgraça!
Então...
UNI-VOS DESGRAÇADINHOS!
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Mamãe não vivia dizendo que você era inteligentinho?? Mães nunca mentem, meu amigo.
Ah! Pra quem ainda não sabe, o filme é brasileiro e não precisa de legenda.
Mas como meu blog é internacional (vide iBope) vou ser bonzinho e disponibilizar a legenda em inglês.
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